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Uma mostra… das tapeçarias de Pastrana

O Museu Nacional de Arte Antiga, à Janelas Verdes, em Lisboa, não precisa de pretextos especiais a justificar uma visita. Basta lembrar que é o fiel depositário de relíquias como os “Painéis de S. Vicente”, de Nuno Gonçalves; da “Custódia de Belém”, de Gil Vicente; de “Tentações de Santo Antão”, de Jheronimus Bosch; ou de “S. Jerónimo”, de Albrecht Dürer.
Mas até dia 12 há ainda mais um motivo para ir até lá. Trata-se da exposição “A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana”, que reúne pela primeira vez em Portugal os quatro monumentais panos tecidos em Tournai por encomenda de D. Afonso V, conservados na Colegiada de Pastrana desde o século XVI e recém-restaurados sob o patrocínio da Fundação Carlos de Amberes.
Estas tapeçarias, que relatam as conquistas de Arzila e Tânger, são peças de extraordinária monumentalidade e absolutamente únicas em termos da produção borgonhesa, e a sua encomenda e produção — ainda envolta em sombras — enquadra-se num programa mais vasto, de construção mítica da História, que o conjunto de obras em seu redor agora reunidas procura enquadrar e problematizar.
As tapeçarias actualmente patentes no Museu Nacional de Arte Antiga, no âmbito da exposição “A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana”, constituem o cerne de uma mostra itinerante que desde Janeiro percorre museus de vários países. Estiveram já expostas nos Musées Royaux d’Art et d’Histoire de Bruxelas e no Palácio del Infantado de Guadalajara, no contexto da Presidência Espanhola e Belga da União Europeia, devendo seguidamente ser mostradas em Toledo e, finalmente, na Fundación Carlos de Amberes de Madrid.
Para levar a cabo o restauro e a sua itinerância, a Fundación Carlos de Amberes contou com a colaboração constante da Diocese de Sigüenza Guadalajara e o apoio de outras instituições.
A exposição destas tapeçarias em Lisboa integra-se nas comemorações do 25º Aniversário da Assinatura do Tratado de Adesão de Portugal e de Espanha às Comunidades Europeias.
O Museu de Arte Antiga organiza visitas guiadas nos primeiros domingos do mês (caso do dia 5) às 10h30, 11h30, 15h30 e 16h30. Além destas, realizam-se visitas guiadas às quartas e sextas às 15h00, e aos sábados e domingos às 11h30 e às 15hh30. Não é necessária inscrição prévia, basta estar na recepção do museu à hora marcada, com o bilhete de ingresso na mão. A visita tem a duração de cerca de 1 hora. Aos domingos as entradas são gratuitas até às 14h00.

2010-09-03 09:30

   
 

 
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